COMO ECONOMIZAR NA COMPRA DOS MATERIAIS ESCOLARES
Nesse início de ano, os pais que possuem filhos que estudam em escolas particulares devem se preparar financeiramente por conta do aumento de preços do material escolar. Segundo a Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (ABFIAE), é estimado o reajuste de preços ao consumidor, nas listas de material escolar fique entre 7% e 9% mais caros em 2024.
Sabemos que o ideal é que os pais se programem ao longo de ano anterior para os gastos de início de ano como rematrícula, fardamento, material escolar, livros, mochila, tênis e tudo o que se faz necessário para a volta as aulas.
Se a família não se preparou para as compras escolares deve-se ter muito cuidado para não se endividar.
Pensar e se planejar antes das compras é uma boa opção para evitar o endividamento, outra ação importante é definir antecipadamente o teto de gastos e a forma de pagamento.
Vejamos outras dicas que podem te ajudar nesse momento:
1. Reaproveite
Não é porque o ano é novo que todo material também precisa ser novo. Concorda?
O reaproveitamento de materiais do ano anterior é uma excelente alternativa do ponto de vista econômico e ajuda na proteção do meio ambiente.
Sobras de cadernos, canetas, lápis de cor e tintas, materiais mais duradouros como tesoura, régua, compasso e outros, bem como mochila, tênis e fardamento podem e devem ser reaproveitados, diminuindo assim a lista de compras e dando fôlego ao orçamento da família.
Se tiver filhos com idades diferentes, analise quais itens podem ser repassados do irmão mais velho para o mais novo.
Procure saber se existe ou monte um grupo de trocas na escola, essa iniciativa é excelente para trocas de fardamento, livros e paradidáticos por exemplo.
2. Converse com seu filho
Na hora de comprar os materiais escolares, é necessário entender o momento financeiro da família. Se a fase é de aperto no orçamento, o melhor a fazer é conversar com seus filhos para que eles entendam a situação.
Essa etapa estimula o consumo consciente, inclusive ensina sobre finanças para crianças e adolescentes.
Renunciar a produtos com marcas licenciadas e personagens da moda, dando preferência aos materiais de qualidade, porém sem essas estampas, pode fazer muita diferença no valor final. A variação pode chegar em até 500% do valor como é o caso das mochilas.
Ressaltando que renunciar a produtos de qualidade, nem sempre é a melhor alternativa, pois muitas vezes o barato sai caro. Um lápis de cor de boa qualidade vai durar o ano todo enquanto outros vão logo deixar de ser utilizados ou acabar rápido. Uma boa tesoura vai durar mais de um ano, enquanto uma tesoura ruim pode não chegar ao fim do ano.
3. Vá às compras sozinho
Por mais que seja tentador levar as crianças com você na hora de comprar os materiais escolares, a melhor opção para quem está precisando economizar é ir sozinho.
Isso porque os pequenos são muito suscetíveis aos personagens utilizados pelas
marcas, o que faz com que o custo final dos itens acabe sendo bem mais alto,
simplesmente pelo fato de ser de um desenho ou filme conhecido e nem sempre você vai resistir aquele rostinho lindo.
Como alternativa, você pode incentivá-los a customizar os próprios materiais ou negociar uma quantidade limite de itens “da moda” que eles podem escolher.
4. Atente-se aos materiais obrigatórios
Observe atentamente a lista de material escolar de seu filho, procure saber se ela está de acordo com as recomendações do PROCON, algumas listas pedem materiais que não são obrigatoriedade de os pais levar e sim da escola prover pois estão embutidos na mensalidade escolar como por exemplo material de limpeza, de escritório e higiene com exceção dos materiais que são de uso individual da criança.
Uma grande dúvida sobre os materiais que podem ser solicitados é em relação ao papel ofício (sulfite), a escola pode pedir uma resma por aluno, mais que isso é considerado abusivo. A lei 12.886/13 também proíbe a exigência de materiais em excesso, como 10 borrachas ou 20 lápis por exemplo.
Também é
proibido exigir que o responsável adquira o material na própria escola (com
exceção de materiais que não são vendidos no comércio), pois configura venda
casada. Essa opção pode ser dada pela escola porém a opção de escolha é dos pais.
5. Negocie com a escola
Você sabia que não tem obrigação de entregar todo o material escolar no início do ano?
Você pode negociar com a escola para entregar uma parte no início do 2º semestre. Procure saber com a escola quais são as necessidades imediatas e deixe para comprar o restante depois.
Mas, não deixe de entregar depois pois eles são importantes para o processo de aprendizagem de seu filho.
6. Faça um planejamento prévio e avalie a possibilidade de compras coletivas
Antes de sair de casa para as comprar, confirme o que você já tem e risque da lista, assim evitará que compre material desnecessário.
Determine um limite de gastos e a forma de pagamento, dê preferência a pagar a vista e negocie descontos, se não for possível parcele no cartão, parcelando na menor quantidade possível.
Faça pesquisa de preços, planeje compras coletivas com grupos de pais para fazer compras em atacado ou negociar descontos.
Avalie as oportunidades de compras on-line, mas não deixe de visitar as loja de sua cidade, pesquise nas grandes redes mas também no pequenos negócios de seu bairro, você pode se surpreender com os bons preços.
Algumas marcas ou lojas fazem kits dos materiais básicos. Vale a pena conferir.
No caso dos livros, há ainda a possibilidade de comprá-los usados ou adquirir diretamente com a editora para garantir o melhor preço. Vale a pena tentar!
SE PROGRAME PARA O PRÓXIMO ANO
7. Antecipe as compras
Os itens de material escolar não costumam mudar muito de um ano para o outro. Produtos de papelaria podem ser comprados em qualquer época e, fora do início do ano costumam estar mais baratos, além de não precisar enfrentar filas e aglomerações.
8. Guarde dinheiro durante o ano
Se você já sabe que todo início de ano tem os gastos com a volta às aulas, que tal ir economizando para isso um pouquinho todo mês para o próximo ano? Já vai ser uma ajuda e tanto quando chegar o momento.
Abra uma conta de investimento que tenha liquidez com esse propósito, defina um valor, uma data e vá depositando mensalmente e no próximo ano você não terá dores de cabeça com essas despesas.
Experimente!
Ângela Mara Carvalho
Educadora Financeira

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