09 agosto 2026

VIOLÊNCIA PATRIMONIAL: QUANDO O DINHEIRO VIRA INSTRUMENTO DE CONTROLE SOBRE A MULHER

 

VIOLÊNCIA PATRIMONIAL: 

QUANDO O DINHEIRO VIRA INSTRUMENTO DE CONTROLE SOBRE A MULHER

  Ângela Mara Carvalho


Você sabe reconhecer a violência patrimonial?

Ela pode estar presente quando alguém controla seu salário, impede você de trabalhar, retém seus documentos, destrói seus bens ou decide que você não precisa ter acesso ao próprio dinheiro.

Quando pensamos em violência contra a mulher, geralmente imaginamos uma agressão física.

Mas a violência também pode acontecer por meio do controle.

·       Controle sobre o corpo.

·       Controle sobre as decisões.

·       Controle sobre os relacionamentos.

·       Controle sobre a forma de pensar.

·       Controle sobre a forma de se vestir.

·       E, muitas vezes, controle sobre o dinheiro.

É nesse ponto que precisamos falar sobre VIOLÊNCIA PATRIMONIAL.

Porque, quando uma pessoa usa o dinheiro, os bens ou os recursos econômicos para controlar outra, não estamos falando apenas de um problema financeiro.

Estamos falando de violência.

 

O que é violência patrimonial?

A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) reconhece a violência patrimonial como uma das formas de violência doméstica e familiar contra a mulher. Ela envolve condutas que resultem na retenção, subtração ou destruição, total ou parcial, de objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores, direitos ou recursos econômicos da mulher.

Isso pode incluir, por exemplo, a retenção de documentos, a destruição de um celular ou de outro instrumento de trabalho, bem como o uso indevido de dados pessoais para obter benefícios, contratar serviços ou assumir obrigações financeiras.

Em outras palavras, violência patrimonial acontece quando o patrimônio e os recursos financeiros são utilizados para prejudicar, limitar ou controlar a mulher.

E ela pode aparecer de maneiras muito mais sutis do que muita gente imagina.

Pode estar naquele relacionamento em que:

·       o salário da mulher é controlado pelo parceiro;

·       ela não tem acesso à própria conta bancária;

·       seus cartões são retidos ou controlados;

·       documentos pessoais são escondidos ou destruídos;

·       seus bens são destruídos;

·       ela é impedida de trabalhar;

·       seu dinheiro é retirado sem autorização;

·       dívidas são feitas em seu nome;

·       seus instrumentos de trabalho são destruídos;

·       são contraídos empréstimos ou outras dívidas em seu nome;

·       cada gasto precisa ser autorizado;

·       ela é ameaçada com a retirada de recursos financeiros.

Por isso, reconhecer a violência patrimonial exige olhar para além da pergunta:

“Quem paga as contas?”

A pergunta mais importante é:

“Quem tem poder de decisão sobre o dinheiro?”

 

Controle financeiro não é a mesma coisa que organização financeira

Esse é um ponto que merece atenção.

Em um relacionamento saudável, um casal pode decidir dividir despesas, compartilhar contas, estabelecer metas financeiras e até escolher que uma pessoa ficará responsável por administrar determinada parte do orçamento.

Isso é organização.

O problema começa quando existe imposição, coerção, medo ou retirada de autonomia.

Existe uma diferença enorme entre:

“Vamos organizar nosso orçamento juntos.” e “Você não precisa saber quanto temos. Eu cuido de tudo.”

Existe diferença entre:

“Vamos decidir quanto cada um vai contribuir.”  e “Seu salário é meu. Você só recebe o que eu decidir.”

Existe diferença entre:

“Vamos conversar antes de fazer uma dívida.” e “Você não pode trabalhar porque eu não quero.”

Também existe diferença entre participar de uma decisão e ser obrigada a assinar um documento com o qual você não concorda.

 

Compartilhar finanças é uma escolha. Perder o controle sobre a própria vida financeira por imposição é outra coisa.

 

Dependência financeira pode aumentar a sensação de falta de saída

Imagine uma mulher que não sabe quanto dinheiro existe em sua própria conta.

Ela não conhece as dívidas.

Não tem acesso aos seus documentos.

Não possui renda própria.

Não sabe quais bens estão em seu nome.

Não tem uma reserva financeira.

Não sabe sequer quanto custaria manter a própria vida durante um mês.

Agora imagine que essa mulher esteja vivendo uma relação abusiva.

A pergunta deixa de ser apenas:

“Por que ela não vai embora?”

E passa a ser:

“Quais recursos ela teria para conseguir sair com segurança?”

Essa mudança de perspectiva é fundamental.

Sair de uma situação de violência pode envolver questões emocionais, familiares, jurídicas, habitacionais e financeiras.

Por isso, falar sobre dinheiro também é falar sobre autonomia e possibilidades.

 

Educação financeira pode ser uma ferramenta de autonomia

É aqui que a educação financeira entra.

E não estamos falando apenas de aprender a fazer uma planilha ou um planejamento financeiro.

Educação financeira também significa conhecer a própria realidade econômica.

Saber quanto entra.

Saber quanto sai.

Conhecer as dívidas.

Conhecer os bens.

Conhecer os direitos.

Saber quais contas existem.

Guardar documentos importantes.

Ter clareza sobre contratos.

Entender os investimentos.

Planejar.

Construir, quando possível e seguro, uma reserva financeira.

E ter poder de decisão sobre o próprio dinheiro.

Tudo isso contribui para aumentar o conhecimento e a autonomia sobre a própria vida financeira.

Mas é importante fazer uma ressalva:

Educação Financeira não é solução para a violência doméstica.

Ela pode ser uma ferramenta de autonomia, mas não substitui proteção, acolhimento, atendimento jurídico, psicológico ou os demais serviços da rede de enfrentamento à violência.

 

Como começar a fortalecer sua autonomia financeira?

Se você está em uma relação saudável e quer fortalecer sua organização financeira, alguns passos podem ser importantes.

·       Conheça sua vida financeira: Tenha clareza sobre sua renda, seus gastos, suas dívidas e seus compromissos.

·       Tenha acesso aos seus documentos: Conheça e preserve documentos pessoais e informações importantes.

·       Saiba o que existe em seu nome: Contas, contratos, dívidas, bens e outros compromissos financeiros merecem atenção.

·       Desenvolva conhecimento financeiro: Quanto mais você entende sobre dinheiro, menos dependente fica de outra pessoa para compreender sua própria situação econômica.

·       Construa uma reserva financeira: Uma reserva de emergência pode aumentar sua capacidade de lidar com imprevistos.

Mas, em situações de violência, segurança vem antes de qualquer estratégia financeira.

Se houver risco de o parceiro descobrir ou reagir de forma violenta, procure orientação especializada antes de tomar qualquer medida que possa aumentar o perigo.

·       Mantenha uma rede de apoio: Autonomia não significa fazer tudo sozinha. - Pessoas de confiança e serviços especializados podem ser fundamentais.

 

A violência patrimonial pode se misturar a outras formas de violência

As formas de violência não necessariamente aparecem isoladas.

O controle financeiro pode estar acompanhado de humilhação, ameaça, isolamento, perseguição ou violência física e psicológica.

A Lei Maria da Penha reconhece diferentes formas de violência doméstica e familiar, incluindo as violências física, psicológica, sexual, patrimonial e moral.

Em abril de 2026, a legislação também passou a reconhecer expressamente a violência vicária.

A violência vicária ocorre quando o agressor utiliza terceiros — mais frequentemente os filhos, familiares ou animais de estimação — como instrumentos para causar dano emocional, punir, controlar ou se vingar da mulher.

Outra forma de violência contra a mulher que merece atenção é a violência digital, praticada por meio da internet, redes sociais ou dispositivos eletrônicos com o objetivo de intimidar, humilhar, perseguir, ameaçar ou silenciar mulheres no ambiente virtual.

Principais formas de violência digital

·       Vazamento de imagens íntimas: divulgação de fotos ou vídeos íntimos sem o consentimento da vítima.

·       Deepfake pornográfico: uso de inteligência artificial para criar montagens falsas com o rosto de mulheres em cenas íntimas.

·       Perseguição (stalking): monitoramento obsessivo, mensagens constantes e invasão da privacidade online.

·       Controle e coerção: exigência de senhas de redes sociais ou monitoramento de aparelhos, muitas vezes disfarçados de ciúmes em relações abusivas.

·       Discurso de ódio e misoginia: ofensas, xingamentos, ameaças e campanhas de difamação motivadas pelo fato de a pessoa ser mulher.

 

A violência também pode existir no ambiente digital

Hoje, o controle e a violência podem ganhar novas ferramentas.

Senhas, aplicativos bancários, mensagens, localização, redes sociais e dispositivos conectados podem ser utilizados para vigiar, ameaçar ou controlar.

Isso reforça uma necessidade cada vez maior de pensar também em segurança financeira e digital.

Se houver risco, procure orientação especializada antes de alterar senhas, contas ou dispositivos de maneira que possa provocar uma reação do agressor.

Por isso, não devemos olhar para um comportamento financeiro isoladamente.

É preciso observar o conjunto da relação.

 

O que fazer diante de uma situação de violência?

Se você identificou sinais de violência patrimonial em sua própria vida ou na vida de alguém próximo, não precisa enfrentar essa situação sozinha.

O Ligue 180, serviço do Ministério das Mulheres, oferece atendimento gratuito 24 horas por dia, todos os dias da semana.

O canal orienta sobre direitos, informa os serviços da rede de atendimento e também recebe e encaminha denúncias.

O atendimento está disponível pelo telefone 180 e também pelo WhatsApp (61) 9610-0180.

Em situações de emergência ou risco iminente, a orientação oficial é acionar a Polícia Militar pelo 190.

Além disso, a legislação brasileira foi atualizada em 2026 para considerar também o risco à integridade patrimonial da mulher entre as situações que podem fundamentar o afastamento imediato do agressor do lar, domicílio ou local de convivência, nos termos da Lei Maria da Penha.

Se houver risco, procure ajuda de forma segura e considere contar com uma pessoa de confiança ou um serviço especializado.

 

Violência patrimonial não é “briga de casal”

Talvez esse seja o ponto mais importante deste artigo.

·       Controlar o dinheiro de alguém não é simplesmente uma questão de relacionamento.

·       Impedir uma mulher de trabalhar não é necessariamente “preocupação”.

·       Tomar seu salário não é automaticamente “organização financeira”.

·       Esconder seus documentos não é “cuidado”.

·       Destruir seus bens não é “uma discussão”.

 

 Quando o dinheiro e o patrimônio são utilizados para controlar, intimidar, limitar ou prejudicar uma mulher, estamos falando de VIOLÊNCIA PATRIMONIAL.

 

E quanto mais cedo conseguimos reconhecer os sinais, maior pode ser a possibilidade de buscar informação, apoio e proteção.

 

Dinheiro também é autonomia

Falar sobre educação financeira é falar sobre orçamento, planejamento, dívidas e investimentos.

·       Mas é também falar sobre escolhas.

·       Sobre conhecimento.

·       Sobre independência.

·       Sobre capacidade de tomar decisões.

·       Sobre saber o que existe em seu nome.

·       Sobre entender para onde seu dinheiro está indo.

·       Sobre não depender completamente de outra pessoa para compreender a própria vida financeira.

Dinheiro não deveria ser uma ferramenta de controle.

Deveria ser uma ferramenta para construir escolhas.

E talvez seja justamente por isso que precisamos falar mais sobre violência patrimonial.

Porque algumas formas de violência não deixam marcas visíveis.

Mas podem deixar uma mulher sem dinheiro, sem documentos, sem patrimônio, sem trabalho e, principalmente, sem a sensação de que pode decidir sobre a própria vida.

Informação não resolve sozinha uma situação de violência. Mas pode ser o primeiro passo para reconhecê-la.

Se este artigo trouxe uma reflexão importante para você, compartilhe.

Talvez alguém precise ler isso hoje.

 

Fontes e referências

·       Lei nº 11.340/2006 — Lei Maria da Penha, especialmente o art. 7º, que define as formas de violência doméstica e familiar contra a mulher.

·       Lei nº 15.384/2026, que incluiu a violência vicária entre as formas de violência doméstica e familiar contra a mulher.

·       Lei nº 15.411/2026, que incluiu o risco à integridade patrimonial entre as hipóteses de risco que podem fundamentar o afastamento do agressor.

·       Decreto nº 12.976/2026, que estabelece medidas relacionadas à proteção de mulheres no ambiente digital, incluindo regras sobre conteúdo íntimo não autorizado e imagens íntimas falsas produzidas por inteligência artificial.

·       Ministério das Mulheres — Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180).

·       Ministério da Justiça e Segurança Pública — Violência Doméstica e Familiar contra as Mulheres.

30 julho 2026

Como organizar sua vida financeira: 10 tarefas que fazem a diferença

 


 

Como organizar sua vida financeira: 10 tarefas que fazem a diferença

Organizar a vida financeira não significa viver fazendo contas o tempo todo ou abrir mão de tudo o que gosta. Na verdade, é criar hábitos simples que trazem mais tranquilidade, segurança e liberdade para realizar sonhos.

Muitas pessoas acreditam, ou pensam, que só é preciso cuidar das finanças quando estão endividadas. Mas quem se planeja antes dos problemas acontecerem toma decisões com mais consciência e aproveita melhor as oportunidades da vida.

Separei 10 tarefas essenciais que podem ajudar você a dar esse passo.

1. Faça um diagnóstico da sua situação financeira

O primeiro passo é saber exatamente quanto você ganha, quanto gasta e quais compromissos financeiros já assumiu. Sem esse diagnóstico, é difícil tomar boas decisões.

2. Organize seus gastos

Anote todas as despesas, inclusive as pequenas. Muitas vezes são justamente os gastos do dia a dia que comprometem o orçamento sem que percebamos.

3. Revise seus gastos fixos

Vale a pena analisar contratos, assinaturas e serviços recorrentes. Pequenas economias mensais podem representar uma grande diferença ao longo do ano.

4. Defina objetivos financeiros

Quem não sabe para onde quer ir dificilmente chegará ao destino certo. Estabeleça metas claras, como montar uma reserva de emergência, quitar uma dívida ou realizar um sonho.

5. Planeje seu orçamento

Distribua sua renda de forma consciente entre despesas, investimentos e lazer. O orçamento é um guia que ajuda a manter o equilíbrio financeiro.

6. Evite compras por impulso

Antes de comprar, pergunte a si mesmo: "Eu realmente preciso disso agora?" Criar o hábito de refletir antes da compra, esse hábito evita desperdícios e arrependimentos.

7. Crie ou fortaleça sua reserva de emergência

Imprevistos fazem parte da vida. Ter uma reserva financeira, que represente suas despesas de três a seis meses,  traz segurança e evita recorrer ao crédito em momentos difíceis.

8. Acompanhe suas dívidas

Se houver dívidas, conheça os valores, os juros e as datas de vencimento. Organizar essas informações facilita o planejamento para quitá-las. Pague primeiro as dívidas com maiores taxas de juros, isso lhe dará mais fôlego para resolver as outras pendências financeiras.

9. Invista no seu conhecimento financeiro

A educação financeira é um processo contínuo. Ler, assistir a conteúdos confiáveis e buscar orientação especializada faz toda a diferença para tomar decisões melhores. Se não conseguir isso sozinho, contrate um mentor financeiro.

10. Reserve um momento semanal para cuidar das finanças

Dedique cerca de 20 minutos por semana para revisar gastos, acompanhar metas e verificar se o planejamento está sendo seguido. Pequenos hábitos constantes geram grandes resultados.

O mais importante é começar

Não espere a situação ideal para organizar sua vida financeira. Escolha uma dessas tarefas e coloque-a em prática ainda hoje. Com o tempo, cada pequeno passo contribuirá para uma relação mais saudável com o dinheiro.

Lembre-se: educação financeira não é apenas sobre números. É sobre fazer escolhas conscientes, viver com mais tranquilidade e construir um futuro alinhado aos seus objetivos.

Na Consultoria Capaz, acredito que toda pessoa é capaz de transformar sua vida financeira quando recebe conhecimento, planejamento e incentivo para agir. O primeiro passo começa com uma decisão: cuidar melhor do seu dinheiro a partir de hoje.

Quer organizar sua vida financeira, mas não sabe por onde começar?

A Consultoria Capaz pode ajudar você a construir um planejamento financeiro personalizado, respeitando sua realidade e seus objetivos.

Entre em contato e descubra como dar o primeiro passo rumo a uma vida financeira mais tranquila.

 

(75) 98148-2655 / capaz.consultoriafinanceira@gmail.com

 

21 julho 2026

Cuidar do dinheiro também fortalece as amizades

Cuidar do dinheiro também fortalece as amizades






Por Ângela Mara Carvalho – Educadora Financeira | Consultoria CAPAZ

Todos nós valorizamos uma boa amizade. 
Amigos compartilham alegrias, dividem desafios e estão presentes nos momentos mais importantes da nossa vida.
Mas você já parou para pensar que a forma como administramos nosso dinheiro também pode influenciar a qualidade dos nossos relacionamentos?

Embora muitas pessoas associem a educação financeira apenas a planilhas, investimentos ou economia, ela vai muito além disso. 
Organizar as finanças é uma maneira de cuidar da nossa saúde emocional, da nossa família e também das nossas amizades.

Problemas financeiros estão entre as principais causas de estresse. 
Dívidas, falta de planejamento e dificuldade para cumprir compromissos podem gerar ansiedade, conflitos e até afastar pessoas importantes.
Quem nunca deixou de participar de um encontro por falta de recursos?
Ou sentiu vergonha de dizer que não podia acompanhar um passeio ou uma viagem?
A educação financeira nos ensina que viver dentro da nossa realidade não é motivo de constrangimento. Pelo contrário, é uma demonstração de responsabilidade e maturidade.

Planejamento é liberdade
Quando sabemos para onde vai o nosso dinheiro, passamos a fazer escolhas mais conscientes.

Criar um orçamento, estabelecer prioridades, formar uma reserva de emergência e planejar sonhos proporciona mais tranquilidade para viver momentos especiais com quem amamos.

O planejamento financeiro não limita a nossa vida. Ele nos dá liberdade para dizer "sim" ao que realmente importa.

Amizades verdadeiras respeitam limites
Uma amizade saudável não depende de presentes caros, restaurantes sofisticados ou viagens luxuosas.
Os melhores momentos costumam nascer da presença, da escuta e do carinho.

Ter clareza sobre seus limites financeiros permite cultivar relacionamentos mais sinceros, sem a necessidade de impressionar ou competir.

Educação financeira é um gesto de cuidado
Quando cuidamos das nossas finanças, também estamos cuidando das pessoas ao nosso redor.
Reduzimos preocupações, evitamos conflitos e construímos um ambiente mais tranquilo para compartilhar a vida.
Por isso, investir em educação financeira é investir em qualidade de vida, segurança e relacionamentos mais saudáveis.

Neste Dia do Amigo, celebre quem faz parte da sua história. Aproveite também para refletir sobre como suas escolhas financeiras impactam sua vida e as pessoas que caminham ao seu lado.
Afinal, prosperidade não significa apenas ter mais dinheiro. Significa viver com equilíbrio, tranquilidade e propósito.

Porque, com Educação Financeira, você é CAPAZ de transformar sonhos em realidade.

23 janeiro 2024

Propósito de Vida

Esse é meu propósito de vida.
Iluminar. 
Ajudar as pessoas. Aqui, ali em qualquer lugar. 
Gosto de compartilhar conhecimentos, ensinar, orientar, ajudar, ver as pessoas se desenvolvendo em qualquer área da vida. Isso me realiza como ser humano e realmente não é sobre brilhar e sim iluminar. 
Hoje no meu aniversário de 55 anos peço ao Senhor que continue a me iluminar para que a cada novo dia que ganho de presente eu possa ser uma pessoa melhor. 
#meuaniversario #iluminar #angelamaracarvalhoplanejadoradevida 
#AngelaMaraCarvalhoEducadoraFinanceira 

07 janeiro 2024

COMO ECONOMIZAR NA COMPRA DOS MATERIAIS ESCOLARES


 

COMO ECONOMIZAR NA COMPRA DOS MATERIAIS ESCOLARES

 

Nesse início de ano, os pais que possuem filhos que estudam em escolas particulares devem se preparar financeiramente por conta do aumento de preços do material escolar. Segundo a Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (ABFIAE), é estimado o reajuste de preços ao consumidor, nas listas de material escolar fique entre 7% e 9% mais caros em 2024.

Sabemos que o ideal é que os pais se programem ao longo de ano anterior para os gastos de início de ano como rematrícula, fardamento, material escolar, livros, mochila, tênis e tudo o que se faz necessário para a volta as aulas.

Se a família não se preparou para as compras escolares deve-se ter muito cuidado para não se endividar.

Pensar e se planejar antes das compras é uma boa opção para evitar o endividamento, outra ação importante é definir antecipadamente o teto de gastos e a forma de pagamento.

 

Vejamos outras dicas que podem te ajudar nesse momento:

 

1.      Reaproveite

Não é porque o ano é novo que todo material também precisa ser novo.  Concorda?

O reaproveitamento de materiais do ano anterior é uma excelente alternativa do ponto de vista econômico e ajuda na proteção do meio ambiente.

Sobras de cadernos, canetas, lápis de cor e tintas, materiais mais duradouros como tesoura, régua, compasso e outros, bem como mochila, tênis e fardamento podem e devem ser reaproveitados, diminuindo assim a lista de compras e dando fôlego ao orçamento da família.

Se tiver filhos com idades diferentes, analise quais itens podem ser repassados do irmão mais velho para o mais novo.

Procure saber se existe ou monte um grupo de trocas na escola, essa iniciativa é excelente para trocas de fardamento, livros e paradidáticos por exemplo.

  

2.      Converse com seu filho

Na hora de comprar os materiais escolares, é necessário entender o momento financeiro da família. Se a fase é de aperto no orçamento, o melhor a fazer é conversar com seus filhos para que eles entendam a situação.

Essa etapa estimula o consumo consciente, inclusive ensina sobre finanças para crianças e adolescentes.

Renunciar a produtos com marcas licenciadas e personagens da moda, dando preferência aos materiais de qualidade, porém sem essas estampas, pode fazer muita diferença no valor final. A variação pode chegar em até 500% do valor como é o caso das mochilas.

Ressaltando que renunciar a produtos de qualidade, nem sempre é a melhor alternativa, pois muitas vezes o barato sai caro. Um lápis de cor de boa qualidade vai durar o ano todo enquanto outros vão logo deixar de ser utilizados ou acabar rápido.  Uma boa tesoura vai durar mais de um ano, enquanto uma tesoura ruim pode não chegar ao fim do ano.

 

3.      Vá às compras sozinho

Por mais que seja tentador levar as crianças com você na hora de comprar os materiais escolares, a melhor opção para quem está precisando economizar é ir sozinho.

Isso porque os pequenos são muito suscetíveis aos personagens utilizados pelas marcas, o que faz com que o custo final dos itens acabe sendo bem mais alto, simplesmente pelo fato de ser de um desenho ou filme conhecido e nem sempre você vai resistir aquele rostinho lindo.

Como alternativa, você pode incentivá-los a customizar os próprios materiais ou negociar uma quantidade limite de itens “da moda” que eles podem escolher.

 

4.       Atente-se aos materiais obrigatórios

Observe atentamente a lista de material escolar de seu filho, procure saber se ela está de acordo com as recomendações do PROCON, algumas listas pedem materiais que não são obrigatoriedade de os pais levar e sim da escola prover pois estão embutidos na mensalidade escolar como por exemplo material de limpeza, de escritório e higiene com exceção dos materiais que são de uso individual da criança.

Uma grande dúvida sobre os materiais que podem ser solicitados é em relação ao papel ofício (sulfite), a escola pode pedir uma resma por aluno, mais que isso é considerado abusivo. A lei 12.886/13 também proíbe a exigência de materiais em excesso, como 10 borrachas ou 20 lápis por exemplo.

Também é proibido exigir que o responsável adquira o material na própria escola (com exceção de materiais que não são vendidos no comércio), pois configura venda casada. Essa opção pode ser dada pela escola porém a opção de escolha é dos pais.

 

5.      Negocie com a escola

Você sabia que não tem obrigação de entregar todo o material escolar no início do ano?

Você pode negociar com a escola para entregar uma parte no início do 2º semestre. Procure saber com a escola quais são as necessidades imediatas e deixe para comprar o restante depois.

Mas, não deixe de entregar depois pois eles são importantes para o processo de aprendizagem de seu filho.

 

6.      Faça um planejamento prévio e avalie a possibilidade de compras coletivas

Antes de sair de casa para as comprar, confirme o que você já tem e risque da lista, assim evitará que compre material desnecessário. 

Determine um limite de gastos e a forma de pagamento, dê preferência a pagar a vista e negocie descontos, se não for possível parcele no cartão, parcelando na menor quantidade possível.

Faça pesquisa de preços, planeje compras coletivas com grupos de pais para fazer compras em atacado ou negociar descontos.

Avalie as oportunidades de compras on-line, mas não deixe de visitar as loja de sua cidade, pesquise nas grandes redes mas também no pequenos negócios de seu bairro, você pode se surpreender com os bons preços.

Algumas marcas ou lojas fazem kits dos materiais básicos. Vale a pena conferir.

No caso dos livros, há ainda a possibilidade de comprá-los usados ou adquirir diretamente com a editora para garantir o melhor preço. Vale a pena tentar!

 

SE PROGRAME PARA O PRÓXIMO ANO  


7.      Antecipe as compras

Os itens de material escolar não costumam mudar muito de um ano para o outro. Produtos de papelaria podem ser comprados em qualquer época e, fora do início do ano costumam estar mais baratos, além de não precisar enfrentar filas e aglomerações.

 

8.      Guarde dinheiro durante o ano

Se você já sabe que todo início de ano tem os gastos com a volta às aulas, que tal ir economizando para isso um pouquinho todo mês para o próximo ano? Já vai ser uma ajuda e tanto quando chegar o momento.

Abra uma conta de investimento que tenha liquidez com esse propósito, defina um valor, uma data e vá depositando mensalmente  e no próximo ano você não terá dores de cabeça com essas despesas.

 Experimente!

 

 

Ângela Mara Carvalho

Educadora Financeira

28 maio 2023

Conversando sobre finanças

Eu gosto muito de conversar sobre dinheiro. Pois ele é essencial para tudo que fazemos ou queremos fazer na vida, porém algumas pessoas não conseguem conversar com tranquilidade sobre esse tema. Estou abrindo essa porta para que você possa tirar qualquer dúvida sobre finanças, educação financeira ou outras questões relacionadas ao dinheiro. Aguardo sua pergunta. Digite no comentário.
#AngelaMaraCarvalhoEducadoraFinanceira #educaçãofinanceira #financaspessoais #finanças #duvidas #mentoriafinanceira 

25 fevereiro 2023

Aumento de Combustível

No início do ano, o presidente Lula assinou uma medida provisória que determinou a continuidade da isenção de cobrança de impostos federais sobre gasolina, diesel, gás liquefeito de petróleo (GLP) — o gás de cozinha — e outros combustíveis.
No entanto, essa desoneração iniciada no último governo trouxe sérios  problemas orçamentários e de equilíbrio fiscal estadual e federal que compromete o equilíbrio financeiro e programas sociais do governo. 
Na esfera federal, existe um déficit primário [arrecadação e gastos sem considerar cobrança de juros] com um rombo bem relevante para esse ano e para os próximos que não é sustentável no longo prazo.
O anúncio da desoneração preocupa pois Na prática com esse aumento o Brasil continua tendo um dos combustíveis mais caros do mundo e com certeza irá interferir no aumento de preço de produtos e serviços de forma geral. 
#aumentodepreços #combustivel  #impostos #AngelaMaraCarvalhoEducadoraFinanceira 

18 fevereiro 2023

A inadimplência traz muitos problemas

A cada dia se torna mais importante você ter Educação Financeira e ter o controle de suas finanças. 
O Supremo Tribunal Federal (STF) considerou que têm amparo na Constituição decisões judiciais que determinem a apreensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e do passaporte de endividados inadimplentes. Além disso, essas pessoas também podem ser barradas em concursos públicos. Por 10 votos a 1, os ministros decidiram que é válido o dispositivo do Código de Processo Civil (CPC) que autoriza o juiz a determinar "medidas coercitivas" que julgue necessárias para obrigar inadimplentes a pagarem suas dívidas.

Se você se encontra na situação de inadimplência conte comigo para te ajudar a resolver essa questão através de um processo de Mentoria Financeira presencial ou on-line.
Entre em contato pelo WhatsApp 75 98148-2655 para agendarmos um primeiro atendimento gratuito.

Você x Dinheiro: quem controla quem?

  Você x Dinheiro: quem controla quem?   Um convite para olhar para sua relação com o dinheiro e começar a construir o futuro qu...